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Carioca viaja com cadela em Fusca 74 rumo ao Alasca – 15/11/2023 – Turismo

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Barbeira só na profissão, afirma a carioca Marcelly Sauer. Aos 30 anos, ela está há cinco meses na estrada com direcção ao Alasca ao lado da leal escudeira Stella, uma cadela beagle de quatro anos.

A bordo de um Fusca 1974, ela conseguiu transformar o pequeno veículo em uma moradia sobre rodas. Indagada sobre uma vez que surgiu a teoria, ela revelou ser um libido macróbio: “Sempre sonhei viajar pelo mundo, e sempre quis ter um Fusca. Desde pequena dizia que um dia teria um e sairia por aí”.

A previsão de chegada ao estado mais ao setentrião dos Estados Unidos é em 2025. Renunciar o conforto não é um problema para ela, que se adaptou a vida nômade facilmente.

Moradora de Maricá, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, ela vendeu sua barbearia na cidade por R$ 20 milénio para realizar o projeto; entretanto, as inúmeras remodelações que o veículo necessitou para a façanha consumiram praticamente toda a quantia.

Para viabilizar mais espaço, todos os assentos foram removidos, restando somente do motorista, para que coubessem a leito, armários e um fogão portátil utilizado do lado de fora. No teto estão um quadro de robustez solar e dois tubos de PVC uma vez que caixa d’chuva.

Para suprir todas as despesas da viagem que mal começou, ela se divide cortando o cabelo onde o Fusca fica estacionado e também fazendo trabalhos esporádicos em barbearias das cidades onde vai parando.

Assim, ela vai colecionando amigos, histórias e garantindo o sustento. “Confio na minha profissão. Em todo lugar haverá alguém para trinchar o cabelo, por isso também quis um Fusca com autonomia para poder viver nele”, conta ela, atualmente em Piracicaba, interior de São Paulo.

Sauer ainda não sabe quando deixará a cidade, mas frisa que enquanto não recrutar uma soma ali, não seguirá para a próxima rota: Goiás. Antes disso, ela planeja comprar um toldo para ter mais facilidade para cozinhar e também trinchar o cabelo em dias de chuva. “Por isso estou trabalhando nessa barbearia daqui para juntar essa grana, porque ele custa murado de R$ 1.500”.

Incêndio no motor

Desbravar o país e futuramente o exterior não será uma tarefa fácil. Os problemas apareceram logo no início da viagem e serviram uma vez que uma provação para a moça. No segundo dia de jornada, por exemplo, o Fusca pegou lume no motor depois dar a partida em um posto de gasolina na lema do estado do Rio.

“Foi desesperador, peguei a Stella e saí gritando. Aí vieram três pessoas com extintores, mas não pensei em desistir”, conta.

O pedestal dos seguidores da rede social, ainda que em número reduzido, somado aos cortes de cabelo ao longo de uma semana, fizeram com que ela conseguisse remunerar o reparo mecânico, orçado em R$ 2.000, quando tinha exclusivamente R$ 400 no bolso.

Alguns dias depois, duas rodas quebraram, mas ela já está providenciando um meio de resolver isso. “Eu sabia que não seria tranquilo”, diz.

Além desses problemas, Sauer também teve de mourejar com pessoas que não viram com bons olhos seu ganha-pão. Em uma ocasião, quando estava cuidando da estética de caminhoneiros no estacionamento de um posto de combustível, ouviu de um frentista que o possuinte não a queria cortando cabelo ali; um pouco que a deixou chateada.

Comentários machistas são raros, mas ela se recorda de uma situação em que um cliente comentou com o gerente da barbearia: “Não dava zero por ela, por ser mulher, mas ela corta muito a beça”. Isso não a intimidou. “Nas cidades menores as pessoas ainda acham estranho uma barbeira, mas são mais opiniões positivas, por ser mulher, lésbica e em um Fusca.”

Em direção ao Alasca

Um dos questionamentos mais comuns desde que iniciou o trajectória tem sido a reverência de seu trajecto: a rota pan-americana. “Ela começa em Ushuaia (Argentina) no extremo sul e termina no Alasca, sendo a maior do mundo”. Em seguida ela explica: “São mais de 30 milénio km e 14 países. E é espetacular passar por tantos lugares”.

O projeto é ávido, custoso e longo, mas a carioca não tem pressa. A vivência andarilha tem servido também uma vez que um autoconhecimento para a viajante, segundo ela.

“Na estrada, as suas percepções são diferentes, porque cada decisão influencia o próximo dia. Tudo é intenso, escolher entre ir ou permanecer, para aonde ir, em quem encarregar”. De Goiás, ela seguirá para Tocantins, Maranhão.

Sauer decidiu seguir um caminho oposto da maioria dos viajantes que topam o repto de viver na estrada. Em vez de motor-homes que reproduzem uma moradia, ela escolheu um viatura pequeno e macróbio para uma rota extensa.

Ainda assim, as pessoas que vão cruzando o seu caminho tem tornado essa façanha menos solitária. “O Fusca e a Stella me ajudam a fazer amizades. E m qualquer lugar que vá às pessoas tem uma memória afetiva com o sege”.



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